Afinal, os robôs vão roubar empregos?

In News, Últimas Notícias by Gabriela

Há alguns anos que a automatização de funções tem sido uma preocupação constante. Existem até estudos que calculam qual a probabilidade de cada profissão ser substituída ou não por novas tecnologias. Mas, afinal, os robôs vão tomar empregos?

É claro que a automação já transformou e cada vez mais transformará o mercado de trabalho, mas é preciso entender como essa transformação pode trazer benefícios e facilitar algumas funções.

Para praticamente qualquer profissão, podemos dizer que existem dois caminhos: o técnico e o criativo. O técnico é o profissional com habilidades para trabalhar diretamente com a inteligência artificial, que entenda de sistemas de automação e faça uma ponte entre os robôs e os humanos não técnicos. Estes, por sua vez, são os criativos, ou seja, aqueles que desenvolvem funções que não podem ser executadas roboticamente.

Existem diversas plataformas de automação presentes no mercado, de diferentes nichos e funcionalidades. A ideia é encontrar a melhor ferramenta para agregar e facilitar as funções automáticas, aprimorando processos e melhorando a produtividade.

A sociedade está vivendo uma nova era, onde tecnologia e biologia vivem alinhadas, modificando totalmente a forma como pensamos e trabalhamos. Mas como ser o profissional do futuro que o mercado precisa?

Um dos pontos chave é a flexibilidade cognitiva, ou seja, a capacidade de ampliar o modo de pensar, conseguir imaginar diferentes caminhos para solucionar problemas cotidianos. É a fuga da sua zona de conforto. Outro ponto importante é a negociação, uma característica exclusivamente humana, pois em era de automação, as habilidades sociais se tornam imprescindíveis.

A inteligência emocional também está no topo das prioridades. O profissional do futuro, mais do que nunca, deve ter a sensibilidade para reconhecer e avaliar emoções, praticando a empatia e transformando em resultados. É a compreensão dos nossos próprios sentimentos e a gestão das emoções dentro de nós mesmos, uma habilidade social fundamental para líderes e gestores.

A criatividade não perdeu sua importância, muito pelo contrário. Com a crescente das automações, o profissional criativo será capaz de conectar as informações coletadas por robôs, analisá-las e construir novas ideias. Esse é o berço das inovações.

Paralelo a isto, está o pensamento crítico. Raciocínio e lógica são as ferramentas para questionar problemas, identificar prós e contras e considerar os possíveis cenários para encontrar as melhores soluções.

São todas essas habilidades reunidas que fazem o profissional do presente se transformar no protagonista do mercado do futuro. A habilidade de se adaptar, sem esquecer que robôs são incríveis e a prova de erros, sim. Mas que através do conhecimento, inclusive sobre tecnologia, automação e Inteligência Artificial, os seres humanos serão, sim, insubstituíveis.